Via: Marcelo Di Giuseppe

Infelizmente, a deturpação do objetivo das pesquisas eleitorais vem aumentando cada vez mais no Brasil, mas afinal, qual é o verdadeiro objetivo e função das pesquisas?

Pesquisas eleitorais são, apenas e tão somente, a melhor ferramenta de planejamento que temos acesso. Sim, pesquisas não são fontes reveladoras de resultados das urnas, mas são ótimas para entender qual o melhor caminho trilhar e como trilhar.

Explicando analogicamente: Pesquisas não são bolas de cristal! São como o aplicativo de trânsito que indica o melhor caminho e, despretensiosamente, o possível horário que você poderá chegar ao seu destino, caso TUDO dê certo!

O resultado do voto estimulado que estampa as manchetes da grande imprensa nacional é o dado menos importante entre as 200 páginas que uma pesquisa eleitoral deve ter! Vamos entender?

Em um levantamento pessoal, o pesquisador deve entregar um disco com os nomes dos candidatos nas mãos do entrevistado para que esse faça a sua escolha. No caso de pesquisas telefônicas, o pesquisador deverá citar os nomes dos candidatos de forma aleatória. O IBESPE tem o seu próprio sistema de coleta de dados que randomiza automaticamente os nomes para assim, não haver nenhum tipo de influência aos entrevistados.

A pergunta que o pesquisador faz é simples e direta: Se a eleição fosse hoje e esses fossem os candidatos, em quem você votaria para Presidente da República?

Temos diversas condicionantes. Analisemos apenas algumas: A eleição não é hoje! Os candidatos podem mudar! O voto no candidato é convicto? O eleitor realmente irá votar? Veja como é absurda a exposição ou análise de um dado tão frágil como esse!

O IBESPE tem plena consciência da verdadeira função das pesquisas e por isso, NÃO divulga pesquisas eleitorais! Elas devem estar restritas a equipe de campanha e ao candidato para que sejam criadas estratégias para chegar ao seu maior potencial, que poderá ser a vitória ou uma boa derrota.

Outro detalhe risível é acreditar que pesquisas eleitorais mexem com a cabeça dos eleitores! O chamado efeito bandwagon já foi provado várias vezes que é inexistente, pois quando ocorre, a sua oscilação fica dentro da margem de erro amostral! Mesmo assim, em todas as eleições o IBESPE monitora esse efeito. Vamos aos dados mais atuais?

Em estudo realizado pelo IBESPE um dia após a divulgação de uma pesquisa nas eleições da cidade de São Paulo em 2020 tivemos os seguintes resultados: 96,3% não sabiam que havia sido publicada uma pesquisa eleitoral; 3,2% sabiam, mas não tiveram a capacidade de descrever o resultado da pesquisa e 0,8% sabia da pesquisa e soube dizer a ordem apenas dos 3 primeiros candidatos, mas não o percentual de cada um.

A imprensa, que é naturalmente politizada, os eleitores ideológicos (que são a grande minoria!) e os políticos acreditam que o eleitor médio, a população em geral, passa o dia consumindo informações políticas. Isso é um erro absurdo!

Para apoiar ainda mais minhas informações, apresento dados da pesquisa nacional realizada pelo IBESPE entre os dias 16 e 17 de novembro de 2020, um dia após a realização do 1º turno das eleições municipais, em 198 municípios (de todos os portes e estados) para saber daqueles que efetivamente votaram em um candidato a prefeito, o que motivou a tomar essa decisão. 34,2% votaram devido as propostas do candidato, 22,6% porque desejavam mudança e outros 22 temas apareceram como fatores motivadores. As pesquisas eleitorais apareceram em penúltimo lugar com apenas 0,1%! Ironicamente, esse é o mesmo percentual daqueles que assumiram votar porque receberam dinheiro para tomar a decisão!

Sim! A imprensa e os políticos ignoram como funcionam e pra que servem as pesquisas e por isso são enganados! E quem se aproveita dessa situação?

Em 2020 tivemos o crescimento de aproximadamente 300% das pesquisas divulgadas autofinanciadas! O que é isso?

Em anos eleitorais, para uma pesquisa ser divulgada, ela deverá ser registrada antecipadamente no TSE. Nesse registro deverá constar todos os dados técnicos, entre eles o estatístico responsável, o nome do contratado (Instituto de pesquisas) e o contratante (cliente). Pois bem, como explicar, um instituto que é uma empresa e que sobrevive através da venda de seus serviços, ser o Contratado e ao mesmo tempo o Contratante?

Essa ação é realizada em grande parte por institutos criados de forma instantânea, que oferecem o serviço de produção de pesquisas fake para divulgação e, algum político ou equipe de campanha, acabam acreditando que essa “ação de marketing” terá algum efeito.

A imprensa, consciente ou não, divulga essa pesquisa fake e o resultado, como provei acima é inútil. Enfim, o crime eleitoral custa caro e não compensa!

Os institutos conhecidos devem se lembrar que o único patrimônio de um instituto de pesquisas é a sua credibilidade. Ela é inegociável!

Aceitar entrar uma guerra por motivos ideológicos ou financeiros poderá ter algum fruto rapidamente, porém, no longo prazo, será o fim dessa empresa!

Este texto não reflete necessariamente a opinião do Portal Carapicuíba.

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