O Tribunal de Justiça de São Paulo adiou o novo julgamento do ex-policial militar Victor Cristilder dos Santos e do guarda-civil municipal Sérgio Manhanhã para o dia 22 de fevereiro do ano que vem. Ambos foram presos acusados de participação na maior chacina do estado de São Paulo, em Osasco.

De acordo com o Tribunal de Justiça, a decisão ocorreu porque o advogado dos réus, João Carlos Campanini, informou, no sábado (21), ter apresentado sintomas de covid-19. Segundo o advogado, porém, o resultado do exame que diagnostica a presenção do coronavírus deu negativo. “Tive dificuldade para respirar, cefaléia, dores no corpo e tosse”, afirmou.

Relembre o Caso

Maior chacina da história

O policial militar Victor Cristilder, foi preso por suspeita de envolvimento na maior chacina da história de São Paulo, que terminou com 18 mortos e outros sete feridos em Itapevi, Carapicuíba, Barueri e Osasco. Além dos ataques, em 13 de agosto de 2015, o policial também é réu em outro homicídio, em Carapicuíba, em uma espécie de “pré-chacina”.

Outros dois PMs e um guarda-civil de Barueri foram condenados a mais de 600 anos de prisão, na soma das penas, em setembro. O julgamento de Cristilder foi desmembrado após recurso da defesa. Agora, o resultado pode afetar a decisão anterior. O PM, por exemplo, é o principal elo entre a chacina e o GCM Sérgio Manhanhã, que foi condenado a 100 anos e 10 meses de prisão.

Eles trocaram “joinhas”, via WhatsApp, em horários que coincidem com o início e o fim dos crimes, mas alegam que a “conversa”, só com sinais, era sobre o empréstimo de um livro de Direito.

O júri popular de Cristilder e Manhanhã estava marcado para a última segunda-feira (23), no Fórum Criminal de Osasco, na Grande São Paulo. A decisão pelo adiamento foi tomada pela juíza Elia Kinosita Bulman, uma vez que o julgamento seria presencial.

Via R7