O estudo mostra como a Covid-19 está afetando a movimentação de pessoas em mais de 130 países, e relata alta nas idas a parques, serviços no comércio, locais de trabalho e estações de metrô e ônibus.

Os dados nos relatórios são de celulares Android com recurso “Histórico de localização” ativado. A empresa disse que adotou medidas para garantir que nenhum indivíduo pudesse ser identificado através dos levantamentos.

A análise apresenta a queda da movimentação dos aparelhos durante o período de isolamento, em comparação com dados do início do ano, quando ainda não havia a recomendação de isolamento por parte de autoridades e especialistas em saúde.

Veja alguns dos novos dados da pesquisa:

  • Recreação e varejo (cafés, restaurantes e museus, por exemplo): tiveram redução de 71% na primeira análise, e agora a redução é de 65%;
  • Parques (inclui também praias): tiveram redução de 70% na primeira análise, e agora é 61%;
  • Mercearias e farmácias: tiveram redução de 35% no primeiro levantamento, e agora a redução é de 22%;
  • Estações de transporte público: tiveram redução inicial de 62% em março, e agora têm redução de 54%;
  • Locais de trabalho: tiveram redução inicial de 34%, e agora 23% de redução.

O aumento no movimento nas ruas acontece quando o Brasil continua com aceleração no ritmo de registro de novos casos de coronavírus. O país já passou os 100 mil casos confirmados até esta segunda-feira (4).

A categoria “Residências” da análise do Google havia apresentado inicialmente um maior número de pessoas em casa. Em março, houve aumento de 17% nessa categoria. Na última análise, esse indicador caiu para 14%, indicando que diminuiu também a permanência em casa durante o período.

Movimentação nos trens durante a quarentena em São Paulo na segunda feira, 20 de abril — Foto: WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Movimentação nos trens durante a quarentena em São Paulo na segunda feira, 20 de abril — Foto: WILLIAN MOREIRA

O Google também está trabalhando em uma tecnologia, junto da Apple, para entregar uma maneira a governos de conseguir informar cidadãos que tiveram contato com alguém infectado pelo vírus.

As informações dos diferentes países analisados podem ser acessadas publicamente.

O Google informou que publicou os relatórios para evitar qualquer confusão sobre os dados que fornece a autoridades, diante do debate global que surgiu sobre o equilíbrio entre proteção à privacidade e a necessidade de evitar a disseminação do vírus.

“Esses relatórios foram desenvolvidos para ajudar a cumprir nossos rigorosos protocolos e políticas de privacidade”

escreveram Karen DeSalvo, vice-presidente de saúde do Google Health e Jen Fitzpatrick, vice-presidente sênior do Google Geo, em comunicado.

Fonte: G1

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