Vírus no celular após conexão com o computador

Peguei vírus no celular após plugá-lo no meu PC. Resetei o PC e ok. Mas ao resetar o celular três vezes, não adiantou. Mesmo sem fazer backups e alterar conta de acesso. Troquei de chip porque percebi que meu celular velho parou de funcionar duas horas depois. Não fazia mais chamadas.

Com isso, troquei de celular e de chip e meu novo celular parece estar infectado de novo. Como instalei quatro apps, os quais não tenho certeza se são totalmente seguros, não sei se foi por isso ou se tem a ver com meu número de celular. Já rodei antivírus e afins, mas nada… – Sumary Vizcarra

Infelizmente, ficou faltando uma informação muito importante: como você sabe que o seu celular está com vírus? Embora que o computador contamine um smartphone com vírus por meio da conexão USB, esse é um cenário bem raro.

Para que o Smartphone seja infectado, não basta que o computador ou notebook copie um arquivo para a memória do aparelho. É preciso que o computador consiga enviar comandos e ordenar o celular a instalar aplicativos, o que é muito mais difícil. Sem isso, o arquivo do “vírus” estará inativo.

Além disso, não é fácil ter certeza de que o celular está infectado. A impossibilidade de realizar chamadas, por exemplo, pode ser explicada por um problema no chip, que não tem relação com vírus.

Sendo assim, é muito mais provável que haja outras explicações para o que aconteceu. É até possível que o celular não esteja com nenhum vírus – especialmente se o “vírus” em questão é um alerta exibido durante a navegação na internet. Esses alertas são falsos.

A instalação de aplicativos nos Smartphone sempre deve ser realizada por meio de lojas de aplicativos confiáveis, como a Play Store (Android) ou App Store (Apple). Existem muitos repositórios de aplicativos on-line que não fiscalizam o que é oferecido e permitem que apps contaminados sejam instalados por seus visitantes.

Como saber se você está baixando um aplicativo legítimo ou oficial

Se você instalou qualquer software em seu celular por meio de uma fonte desconhecida, é recomendado desinstalar esse aplicativo.

Ainda que a transmissão de vírus entre computadores e celulares seja rara, conectar o aparelho em computadores desconhecidos não é uma prática recomendada.

Uso de Windows XP e Windows 7

Eu ainda uso Windows XP num computador de mesa. Não saio do XP porque não quero ter que aprender as formatações seguintes dos programas que realmente uso (sobretudo Word & Power Point).

Continuo acessando a internet com um Google Chrome, que não consegue acessar sites com formatação mais moderna. Mas acesso sem problemas a maioria das coisas que me interessam.

Para complementar a internet, tenho um Dell portátil, ainda com Windows 7, que acessa a internet moderna, quando preciso. Esses 2 foram colocados em rede, ambos usando Wi-Fi para acesso à internet.

O Dell está com o Avast. O XP eu tinha colocado Avast grátis depois que encontrei uma versão na internet para XP. Mas fiz a bobagem de aceitar uma propaganda da Avast, comprei um “Avast Premium Security”. Na instalação deu pane total no meu XP, perdi o acesso à internet e isso acabou atingindo também o Dell.

Joguei fora esse Avast do XP e precisei ter assistência técnica para recuperar o acesso à internet no sistema todo.
Agora está tudo “aparentemente” ok, mas fiquei sem antivírus no meu XP! O técnico disse que é melhor deixar o XP sem antivírus mesmo. Mas continuo querendo usar a internet no XP, sobretudo porque recebo meu e-mail profissional pelo Outlook dele.

Como vai ser usar o XP, com internet, sem antivírus? Não quero ter que “jogar tudo fora”! – Lia Amaral

Android se conectado ao computador, pode pegar 'vírus'?
Suporte ao Windows XP foi encerrado em abril/2014 — Foto: Reprodução

Entendo que você não queira “jogar tudo fora”. Mas é possível que o Windows 10 funcione nesses computadores antigos, especialmente se eles tiverem 4 GB de memória RAM ou mais.

Se não for possível instalar o Windows 10, você pode recorrer ao Linux e utilizar programas semelhantes, como o LibreOffice (para substituir quase todo o Microsoft Office) e o Thunderbird ou Evolution para substituir o Outlook. Esses programas são de código aberto e gratuitos, o que significa que não há custo para você.

O técnico citado fez uma recomendação errada. Não é “melhor” deixar o Windows XP sem antivírus. É que não adianta instalar antivírus no Windows XP. Nenhuma situação (com ou sem antivírus) vai tornar esse sistema menos perigoso. Simplesmente não é viável usar o Windows XP conectado à internet.

Você pode instalar um antivírus para aumentar sua segurança, mas é mais ou menos como construir uma porta de papelão ou uma de palha. Uma é sem dúvida mais resistente, mas nenhuma é aceitável.

A tecnologia evolui rápido e infelizmente não temos muita escolha. O “jeito antigo” de fazer as coisas muitas vezes não é mais viável. Precisamos nos adaptar e aprender a utilizar um software moderno que seja tão seguro quanto o antigo era na data em que foi lançado.

Seja qual for sua decisão, a única atitude correta é atualizar seus equipamentos para um sistema moderno. O Windows XP e o Windows 7 são obsoletos devem ser abandonados imediatamente.

Vale saber: até o FBI (a “Polícia Federal” dos Estados Unidos) fez circular, na semana passada, um alerta informando que hackers podem se aproveitar de falhas no Windows 7. O órgão recomendou atualizar para uma versão mais nova e que ainda tenha suporte do fabricante.

Rastreamento de endereço de IP em acesso 3G

O endereço de IP da rede 3G é fácil de se rastrear e saber o endereço [físico] da pessoa? Outra pergunta: Eu estava com o IP de uma pessoa, mas ela cancelou o serviço de internet. Como rastrear? – Carlos

Carlos, a operadora de telefonia é responsável por registrar a alocação de endereços de IP para os assinantes do serviço.
O cancelamento do serviço não apaga esses registros. A operadora é legalmente obrigada, pelo Marco Civil da Internet, a manter a guarda desses registros por um ano. Sendo assim, caso não tenha decorrido um ano do acesso, a operadora ainda deve ter algum registro.

Vale esclarecer que provedores de internet não guardam informações específicas sobre o acesso. Ou seja, o provedor não sabe quais sites foram acessados. Ele sabe apenas qual foi o endereço de IP que um assinante recebeu em determinado dia.

Caso um juiz determine que o provedor identifique o assinante associado com aquele IP (o que exige o IP e a hora exata do acesso que está sendo investigado), o provedor pode fornecer os dados de cadastro do assinante – o que deve incluir o endereço físico e os dados pessoais, como nome e CPF.

Mais um detalhe: é possível desviar o acesso utilizando outros endereços de IP para dificultar o rastreamento. Mas isso não tem relação com o tipo de acesso (3G, Wi-Fi ou outro), apenas com o uso de outros serviços de intermediação, que podem ser usados com qualquer tipo de conexão.

Fonte: G1