Barbara Almeida é moradora de Carapicuíba e no último domingo (17), precisou levar sua cadelinha Fifi em uma clinica veterinária na cidade. A cadelinha já vinha apresentando estar doente há alguns dias, porém, a dona precisou juntar dinheiro para passar com o animal no veterinário.

Segundo ela, após problemas com o transporte público, finalmente conseguiu chegar até a Clínica Pet Help. A consulta custava R$60, e Barbara tinha R$120, o que daria para pagar a consulta e a internação do animal – se assim fosse necessário, até terça feira, quando iria receber seu pagamento.

Boletim de ocorrências realizado por Barbara (Arquivo: Barbara Almeida)

De acordo com o boletim de ocorrências feito por Barbara, o dinheiro estava em uma conta bancária e seria realizada a transferência para pagar a consulta, mas o atendimento foi negado por uma recepcionista (além da recepcionista, dois veterinários estavam no local).  Barbara afirma que ligou para uma amiga que é veterinária e esta se propôs a pagar o tratamento do pet, porém a proposta não foi aceita pela funcionária da clinica.

A cadelinha Fifi em sua última foto com sua dona Barbara (Arquivo Barbara Almeida).

Barbara acredita que seu pedido foi negado por Fifi ser uma “vira latas” e ela estar mal vestida no momento.  A cadelinha foi a óbito cerca de duas horas após Barbara sair da clinica, enquanto ela procurava por uma clinica para atender o animal.

Outro caso

Já Nilce Ribeiro alega que no dia 3 de fevereiro, precisou levar sua cadelinha na clinica. O animal apresentava tosse e falta de apetite. Ela relata que o veterinário não examinou a cadelinha direito, solicitou apenas um raio-x, mas na hora de realizar o exame a maquina apresentou problemas, não sendo possível realiza-lo.

O veterinário então decidiu aplicar 3 injeções no animal e a mandou para casa. No dia seguinte, Nilce retornou a clinica, pois a cadela estava agonizando e aparentava estar sentindo muita dor. Infelizmente a cadelinha foi a óbito no mesmo dia na clinica.  Nilce afirma que gastou R$435 na consulta e nas injeções, além disso, lhe foi cobrado mais R$300, após a morte do animal.

Queixa de Nilce disponível no Google (Foto/Reprodução: Google Maps)

Nilce que tem outros animais em casa passou alguns dias os levando ao veterinário, com receio de que a doença fosse contagiosa, até que ficou sabendo que os sintomas que sua cadelinha apresentava era comum em outras doenças. Apenas exames específicos poderiam diagnosticar corretamente o pet, e assim propiciar um tratamento adequado ao animal.

No dia 11 de fevereiro, ela entrou em contato com a Pet Help pelo Facebook, questionando o atendimento do primeiro veterinário e tudo o que aconteceu. Dias depois o segundo veterinário que prestou atendimento – uma mulher entrou em contato com o marido de Nilce e explicou que “fez o que pode pelo animal” e que a reclamação era indevida. O casal explicou para a veterinária que a queixa era sobre o primeiro atendimento.

Após isso, ela fez uma reclamação nas redes sociais do pet shop, porém sua mensagem foi apagada e desde então toda forma de contato com a unidade vem sendo ignorada.

Resposta do Hospital Pet Help

Na manhã desta quinta-feira (21/02), após a publicação do caso, o advogado do Hospital Pet Help entrou em contato com nossa equipe via e-mail, e enviou a seguinte nota:

“[…] o hospital em questão, foi inaugurado em 01 de setembro de 2018, com o propósito de trazer um atendimento de qualidade para a população carente do município de Carapicuíba, sendo que, dos mais de 2.500 atendimentos feitos até agora, cerca de 40%  se deu em animais sem raça definida, ou seja, vira-latas.

Portanto, o fato do animal possuir ou não raça certa, não é, e nunca será, critério de atendimento naquele hospital.

O que realmente houve no caso da Sra. Barbara é que ela não possuía dinheiro ou cartão de crédito para fazer o pagamento de sua consulta e diante disso solicitou a recepcionista que autorizasse  o pagamento por meio de transferência bancária. Como esta não é uma forma aceita de pagamento, com intuito de tentar ajudá-la, a recepcionista buscou contato com a área financeira. Enquanto isso ocorria, a Sra. Barbara resolveu que não iria aguardar e então deixou o estabelecimento. 

Tudo isso se deu em cerca de 11 minutos, conforme as imagens do dia dos fatos. “

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