A ideia inicial de um grupo de estudantes do Colégio Sesi,de Araucária (PR) – região metropolitana de Curitiba – era produzir um plástico biodegradável, porém, com o andamento das pesquisas o projeto acabou se encaminhando para outra inovação: um tipo de madeira sustentável,produzida com casca de mandioca, tetraborato de sódio (bórax), cola e água.

O experimento, batizado como “Wood Herro” pelas alunas Amanda Bueno Coutinho, Ana Vitória de Lara e Letícia Azambuja de Souza, foi apresentado durante a 7ª Edição da Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (Ficiencias), realizada em Foz do Iguaçu (PR). O projeto se destacou por apresentar como uma alternativa de baixo custo e ambientalmente correta, já que evita a derrubada de árvores e o desmatamento.

 “A nossa madeira é feita a partir de resíduos orgânicos da mandioca, como a casca, e utilizamos também outros componentes para deixá-la mais compactada. Para nós fazermos a nossa madeira, fomos variando a quantidade dos nossos materiais (mais cola,menos cola. Mais casca, menos casca), até encontrar o nosso protótipo ideal” –diz Amanda.

Batizado de “Wood Herro” pelas alunas Amanda Bueno, Ana Vitória e Letícia Azambuja, o experimento foi apresentado durante a FIciencias 2018. (Foto: FIciencias.org)

Além de sustentável, o modelo de madeira é resistente a traças, cupins e até fogo. “Fizemos um teste de inflamabilidade, em que ela teve resultado muito parecido com o MDF Fire, que é produzido na América Latina. Além disso, a nossa madeira é praticamente impermeável. Nós deixamos imersa por cerca de três dias. Quando retiramos, achamos que tínhamos perdido o teste porque ela havia inchado completamente. Mas quando secou, voltou ao estágio inicial”- complementa. “Isso significa, que mesmo que ela infiltre ela consegue evaporar essa água novamente”, conclui a estudante.

 De acordo com as estudantes, o próximo passo é buscar a produção da madeira em larga escala. “Temos como perspectivas futuras utilizar maquinários de parceiros para ver se nossa madeira seria resistente, e poderíamos produzi-las para lançar no mercado”,complementa Ana Vitória de Lara.

Com informações de Web Rádio Água/ Eficiencias