Dois soldados da 1ª Companhia do 33º Batalhão da Polícia Militar são investigados pela morte do serralheiro e violinista Rian Rogério dos Santos, 18 anos, ocorrida na terça-feira (21/05), na Rua Juscelino Kubitscheck no Parque Santa Teresa. Ele teria se desequilibrado da motocicleta que pilotava ao passar por uma viatura da Ronda Escolar e bateu com a cabeça em uma mureta.

O caso foi registrado no 1º DP de Carapicuíba por outros policiais militares inicialmente como morte em acidente de trânsito. A Corregedoria da Polícia Militar está acompanhando a investigação do caso. O mesmo é feito pela Ouvidoria das Polícias e pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe).

Contudo o depoimento de uma testemunha, que preferiu não se identificar por medo de represália, disse que o violinista só se desequilibrou da moto e sofreu o acidente porque foi atingido por um golpe de tonfa (cassetete usado por policiais militares) no pescoço, enquanto dirigia a motocicleta para encontrar com uma amiga na frente da Escola Estadual Professor Natalino Fidêncio.

As declarações dessa testemunha foram decisivas para que a investigação contra os dois soldados começasse e as condições da morte de Rian ficasse sob suspeita O atestado de óbito menciona traumatismo craniano, acidente de trânsito e agente contundente.

Rian foi sepultado na quarta-feira (22) no Cemitério Memorial Park Alpha Campus, em Jandira, sob forte comoção de amigos e familiares, principalmente da Congregação Cristã do Brasil. Ele era músico na igreja que frequentava com a família e fazia parte do grupo de jovens da congregação. Os pais dele estão em estado de choque e pedem por justiça.

Novas testemunhas

No dia 28/05, uma semana após a morte de Rian, duas novas testemunhas prestaram depoimento à Polícia Civil de Carapicuíba, e confirmaram que um policial militar da Ronda Escolar agrediu a cabeça do jovem, fazendo-o perder o equilíbrio e bater com a cabeça em uma mureta, vindo a óbito posteriormente.

A Secretaria da Segurança Pública informou que “todas as circunstâncias envolvendo a ocorrência são investigadas, por meio de inquérito policial no 1º Distrito Policial de Carapicuíba. A Polícia Militar instaurou Inquérito Policial Militar para apurar os fatos e afastou os policiais envolvidos do serviço operacional. A Corregedoria da corporação acompanha as investigações”.

Rian trabalhava na serralheria com o irmão e com o tio. Minutos antes de ser morto, ele havia acabado de sair do trabalho e passado de moto na casa de um amigo.

“Ele foi se encontrar com um amigo dele, que está com o pai desaparecido, para congregar com ele na igreja. Enquanto esperava o amigo se arrumar, ele recebeu uma mensagem de uma amiga, que queria falar com ele na frente na escola”, disse a tia.

Com informações de G1.

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