Que mensagem está sendo passada ao mundo a epidemia de suicídios, de tentativas e de autoagressão de crianças e adolescentes?

Fatos incontroláveis surgem a cada dia, nas famílias, nas escolas, nas ruas, em todas as classes sociais. O suicídio, a tentativa de suicídio e a autoagressão rondam com uma trama invisível envolvendo as crianças e os adolescentes.

Uma epidemia que invade a sociedade e ninguém consegue conter tantas tragédias diárias. As razões são as mais diversas: depressão grave, baixa autoestima, humor instável, incapacidade de ver melhora, não tem razão para viver, infelicidade, entre outras.

Muitas são as formas de prevenção, por intermédio de alimentação saudável, de atividades físicas, de terapias. Há ainda, maneiras de identificar e perceber os sinais de possível suicídio ou autoagressão: falta de autocuidado, mudanças no hábito do sono, alterações do humor, isolamento, bullying, humilhação nas redes sociais, rendimento escolar baixo, cabe aos pais e responsáveis, observar o comportamento da criança e do adolescente, dando atenção, conversando e ouvindo suas queixas.

Afinal, quais são as origens para que toda essa tragédia esteja acontecendo?

Trago aqui informações a serem consideradas, como os fatos ocultos, os vínculos invisíveis e as lealdades sistêmicas existentes nas FAMÍLIAS. Para esclarecer melhor tal informação, cito abaixo uma frase do alemão Bert Hellinger que desenvolveu a Constelação Sistêmica Familiar:

Não é a família que provoca as doenças, mas a profundidade dos vínculos e a necessidade de compensação.

A profundidade dos vínculos e a necessidade de compensação é um modo que a criança encontra para sobreviver dentro da família, e que provocam as doenças e as tragédias. Os casos de suicídios na família, violência e agressão familiar, abuso sexual. Tudo começa em casa, na família, a origem de tudo.

Imagem ilustrativa

A criança, de algum modo, procura compensar com o suicídio ou a autoagressão algum fato grave que aconteceu na família. Ela é fiel ao destino de alguém que morreu, que quer morrer e que sofre. A criança é levada pela lealdade invisível, pelo amor cego a alguma familiar.

A Constelação Sistêmica Familiar é uma técnica terapêutica desenvolvida pelo alemão Bert Hellinger para revelar questões e fatos ocultos, ocorridos numa família e tem como finalidade trazer a possibilidade de reconexão da criança ou do adolescente ao fluxo da vida.

É necessário olhar e enfrentar os horrores que acontecem nos lares, pois a violência, as agressões, os suicídios, o abuso sexual selam o destino das crianças e dos adolescentes, que por fidelidade sistêmica, seguem o destino daquele que sofre. E o pior, resulta em adultos problemáticos, doentes e infelizes.

Sobre a autora

Carmen Mírio (Foto: Divulgação)

Carmen Mírio é Psicoterapeuta, Consteladora Sistêmica Familiar e Empresarial, palestrante e autora do livro Regressão para Crianças. Ministra cursos de formação em Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica, Crianças do século 21 – para pais, professores, terapeutas. Terapeuta Floral. Pós-graduanda em Pedagogia Hellinger. Associada colaboradora na área da Medicina Integrativa, onde também atua no trabalho com as crianças e nos estudos da psiquiatria, na Pineal Mind.

Contato para entrevistas:
Raquel Duarte (11) 96286-0360
Site www.carmenmirio.com.br

Por Carmen Mírio com revisão de Thiago Lima

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