Quem nunca ouviu falar sobre o baile da Dz7, que acontece todos os finais de semana na famosa favela da zona sul de São Paulo, Paraisópolis?

Paraisópolis é uma das maiores favelas da cidade de São Paulo, pertencente ao distrito de Vila Andrade, localizado na zona sul paulistana. Sua população, aferida no Censo de 2010, era de 42 826 habitantes.

Famosa pelo “baile de favela”, jovens varam a madrugada, que sempre é regada a muita bebida, som em último volume e todos os tipos drogas.

É sábado, por volta da meia noite, estamos à caminho de Paraisópolis, o que nos aguarda é desconhecido, um tiroteio, ou uma ação inesperada da Polícia afim de coibir e acabar com o baile pode acontecer ha qualquer momento. Seguimos pela Marginal Pinheiros, sentido Morumbi, a vista se divide entre as mansões, os muros que beiram seus 5 metros de altura e os condomínios de luxo que rodeiam o bairro. Cortamos alguns cruzamentos, e estacionamos ao lado de um condomínio, na ponta da ladeira que leva até o “fluxo”. A impressão é que estamos próximo de algum show, o som alto ecoa entre as ruas do bairro, o estilo que manda é o funk, claro.

Subindo a ladeira, a concentração de jovens se intensifica, vestindo-se como se estivessem de uniforme, de boné, geralmente Oakley, ou da famosa marca de carros de luxo, BMW, uma camisa pólo, Lacoste ou Tommy, e no pé o que manda são os Mizunos coloridos, que beiram em média R$ 900 – R$ 1.000.

As ruas ficam extremamente apertadas, mais parecido com a 25 de março no dia 24 de dezembro. Os jovens dividem a rua com as motos que passam sem parar, os carros com os porta mala aberto e com um som que basicamente custou um valor que daria pra comprar mais 3 carros que o carrega, e as barraquinhas que vendem bebidas. No entorno diversas casas, totalmente fechadas, com as luzes apagadas, provavelmente com alguma família que está tentando dormir, o que chega a ser impossível perante a potência do som dos veículos. É uma imagem mais triste do que realmente diversão, 100% do público é jovem, ousaria dizer que 90% possuem no máximo 20 anos de idade.

Uma triste realidade, isso particularmente me entristece, já que me empenho em tentar ajudar os jovens de várias maneiras, e mostrar um mundo que eles ainda não conhecem. Faltam informações, presença do Estado e estrutura para ajudar esses jovens, claro, existem suas exceções, que não se importam com nada, mas acredito que boa parte deles mudariam seu modo de agir e de pensar, caso soubessem aonde achar informação, ou se encontrassem um propósito de vida, tirando o fato de ter uma roupa de grife para poder se destacar.

Felizmente, sai de lá e retornei para casa em segurança, não presenciamos brigas, e tão pouco tiroteio, o que é de praxe no local. Os pancadões, ou bailes, ocorrem ainda com frequencia no local, e recentemente tivemos uma tragédia, 2 jovens foram feridas depois de uma ação da ROTA.

Abaixo, algumas notícias sobre Paraisópolis, que sempre esteve em evidência na mídia.

Notícias sobre Paraisópolis:

Duas pessoas ficam feridas em tiroteio durante ação da Rota em Paraisópolis, na Zona Sul de SP

Ação da Rota em baile funk em favela de SP termina com jovens de 14 e 20 anos baleadas

Ônibus lotado tem jovens embarcando até pelas janelas em terminal de SP

Três pessoas morrem após briga em pancadão na Zona Sul

Sem presença da Polícia Militar, baile funk volta a acontecer em Paraisópolis

Moradores reclamam do baile funk do Paraisópolis

Operação policial em Paraisópolis (SP)

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