Em meados de 1553, os padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega subiram a Serra do Mar, a fim de buscar um local seguro para se instalar e catequizar os índios. Ao atingir o planalto de Piratininga, encontraram o ponto ideal. Tinha “ares frios e temperados como os de Espanha” e “uma terra mui sadia, fresca e de boas águas”.

Os religiosos construíram um colégio numa pequena colina, próxima aos rios Tamanduateí e Anhangabaú, onde celebraram uma missa. Era o dia 25 de janeiro de 1554, data que marca o aniversário de São Paulo. Quase cinco séculos depois, o povoado de Piratininga se transformou numa cidade de 11 milhões de habitantes. Daqueles tempos, restam apenas as fundações da construção feita pelos padres e índios no Pateo do Collegio.

Representação da cabana do Cacique Tibiriça, na qual sacerdotes jesuítas se abrigaram no dia da fundação de São Paulo, 25 de janeiro de 1554.

Piratininga demorou 157 anos para se tornar uma cidade chamada São Paulo, decisão ratificada pelo rei de Portugal. Nessa época, São Paulo ainda era o ponto de partida das bandeiras, expedições que cortavam o interior do Brasil. Tinham como objetivos a busca de minerais preciosos e o aprisionamento de índios para trabalhar como escravos nas minas e lavouras.

Em 1815, a cidade se transformou em capital da Província de São Paulo. Mas somente doze anos depois, em 1827 ganhou a sua primeira Faculdade de Direito no Largo São Francisco, a mais antiga instituição do gênero no país. Ela surgiu apenas cinco anos após a proclamação da independência do Brasil, com a finalidade de formar administradores públicos e governantes.

Faculdade de Direito no Largo São Francisco. Ao fundo igreja e convento de São Francisco, no ano de 1953 (Hagop Garagem)

A cidade começou a se tornar um importante centro econômico no final do século XIX, durante a expansão da cafeicultura. Imigrantes chegaram dos quatro cantos do mundo para trabalhar nas lavouras e, mais tarde, no crescente parque industrial da cidade. Mais da metade dos habitantes da cidade, em meados da década de 1890, era formada por imigrantes.

São Paulo não parava de crescer e com isso, precisava de melhor infraestrutura logística. Sendo assim, no início do século XX, em 1901, foi inaugurada a terceira Estação Ferroviária da Luz, uma das mais importantes da cidade até hoje. À epoca, a estação ocupava 7.520 m², e era composta por dois blocos distintos, elevado por uma alta torre de relógio, avistada por diversos pontos da cidade, com padrão arquitetônico adotado nas estações do Brás e de Santos. O projeto da estação é atribuído ao britânico Charles Henry Driver, renomado arquiteto de estações ferroviárias.

Estação da Luz em 1902

O primeiro arranha céu de São Paulo foi inaugurado em 1929, o Edifício Martinelli. Atualmente, considerado o símbolo arquitetônico mais importante do momento de transição da cidade baixa, a construção foi iniciada em 1924 e inaugurada em 1929 com 12 andares. Os trabalhos continuaram até 1934, quando a obra foi finalizada com 30 andares e 105 metros de altura. Ao terminar, o Martinelli havia ultrapassado o Edifício A Noite, localizado no Rio de Janeiro, até então o mais alto arranha-céu do Brasil e da América Latina, que havia sido inaugurado em 1929.

Edifício Martinelli Vista Aérea – 1929

No início dos anos 1930, a elite do Estado de São Paulo entrou em choque com o governo federal. O resultado foi a Revolução Constitucionalista de 1932 (também conhecida como Guerra Paulista), estourou no dia 9 de julho (hoje feriado estadual). Tinha o objetivo de derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas para que uma Assembleia Nacional Constituinte fosse convocada.

Os combates duraram três semanas e São Paulo saiu derrotado.

Soldados Paulistas posam para foto – 1932

O Estado ficou isolado no cenário político, mas não evitou o florescimento de instituições educacionais. Em 1935 foi criada a Universidade de São Paulo, que mais tarde receberia professores como o antropólogo francês Lévi-Strauss.

Prédio da Faculdade de Medicina, onde começou o curso de Química da USP em 1935. (Imagem reproduzida da p. 33 da publicação “O espaço da USP: presente e futuro”. São Paulo: A Prefeitura da CUASO. 1985).

Na década de 1940, São Paulo também ganhou importantes intervenções urbanísticas, principalmente no setor viário. A indústria se tornou o principal motor econômico da cidade. A necessidade de mais mão-de-obra nessas duas frentes trouxe brasileiros de vários Estados, principalmente do nordeste do país.

A partir de  1970, o setor de serviços ganhou maior destaque na economia paulistana. As indústrias migraram para municípios da Grande São Paulo, como o chamado ABCD (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema). Hoje, a capital paulista é o centro financeiro da América Latina e por isso ainda recebe de braços abertos brasileiros e estrangeiros que trabalham e vivem na cidade.

Atualmente a cidade de São Paulo tem fama mundial por sua grande influência nas atividades relacionadas a cultura, a economia, a política, entre outros setores. Além de ser o município mais populoso de todo o hemisfério Sul, São Paulo é considerada a 14ª cidade mais globalizada do planeta.

PARABÉNS SÃO PAULO!!!

Fontes:Secretária da Educação do Estado de São Paulo  / Cidade de São Paulo