O Brasão de Armas de Carapicuíba lembra o primeiro estilo de escudo introduzido em Portugal por influência Francesa.

Segundo o heraldista Arcinóe Antônio Peixoto de Faria, na “Enciclopédia Heráldica Municipalista”, o Brasão de Armas de Carapicuíba lembra o primeiro estilo de escudo introduzido em Portugal por influência Francesa, lembrando a raça latina colonizadora da nacionalidade brasileira.

A coroa mural que sobrepõe é o símbolo universal dos brasões do domínio que, sendo argente (Prata) de seis torres, das quais apenas quatro são visíveis em perspectiva no desenho, classifica a cidade representada na Terceira Grandeza, ou seja, Sede: Município.

O metal jalde (ouro) do campo de escudo é símbolo heráldico de riqueza, grandeza, esplendor, nobreza e mando.

Em abismo (centro ou coração do escudo), o escudete com as armas dos “Sardinhas” lembra a figura de Afonso Sardinha, doador das terras, onde hoje se localiza o Município de Carapicuíba; as armas dos “Sardinhas” tem nas cinco sardinhas nadantes em banda ondada, dispostas em aspas (2,1 e 2) o seu “palantismo” a cor sinôpla (verde) do campo, simbolizando em heráldica a honra, cortesia, civilidade, alegria e a abundância, é a cor simbólica da esperança, porque alude aos campos verdejantes da primavera, fazendo “esperar” copiosa colheita; o metal prata (argente) representa a paz, religiosidade, trabalho, amizade, pureza; a cor goles (vermelho), é símbolo de dedicação, amor-pátrio, desprendimento, audácia, coragem e valentia.

Brasão-CarapicuíbaEm Chefe (parte superior do escuro), a roda farpeada de oito farpas, chamada de Roda de Santa Catarina, é o símbolo da padroeira, por ter sido o instrumento de martírio dessa Santa, que foi martirizada em Alexandria, no Egito, por volta do ano 312, de nossa era. É comum representá-la, encostada a uma roda meio quebrada e rodeada de sangue. Santa Catarina é venerada em 25 de novembro.

Ladeando o escudete central, a cruz Cristã sobreposta á cifra I-H-S e o símbolo da Companhia de Jesus, herdeira das terras e da vida indígena, recebidas de Afonso Sardinha, posto que nela o Padre José de Anchieta, reuniu os indígenas em catequese, sendo considerado seu legítimo fundador. Estas letras são as iniciais da frase latina Jesus Hominum Salvator, que traduzido para a nossa língua significa “Jesus Salvador dos Hoemens”.

A faixa ondada de blue (azul) posta ao termo do escudo representa o lendário rio Tietê, caminho natural usado pelo bandeirantismo em suas penetrações pelo agreste sertão e que por muito tempo serviu de único elemento de ligação entre a vila indígena de Carapicuíba e a Cidade de São Paulo. A cor blue (azul) simboliza a justiça, perseverança, zelo e lealdade.

Nos ornamentos exteriores, como suportes, as engrenagens e o malho indicam a condição econômica do Município, que se apóia na indústria, como parte integrante do grande Parque Industrial de São Paulo.

No listel goles (vermelho), em letras argênteas (prateadas) o topônimo identificador “CARAPICUÍBA” ladeado pelos milésimos 1580, da fundação de Vila Indígena pelos Jesuítas e “1965” de sua emancipação político administrativa com a elevação a município.

Dados extraídos do livro “Carapicuíba: passado e presente 1580-2003”, de Pedro Aparecido Tenório.

 

Fonte: http://www.carapicuiba.sp.gov.br/index.php/ouvidoria-geral-do-municipio/simbolos-oficiais

O brasão apresentado nesta postagem, foi retirado da página da Prefeitura de Carapicuíba