A Aldeia Jesuítica de Carapicuíba celebra neste mês uma de suas festas religiosas mais tradicionais e antigas: a Festa de Santa Cruzinha.

Ela dá continuidade à tradicional Festa de Santa Cruz, que acontece sempre em maio, há mais de 300 anos, e remete à época em que os padres procuravam catequizar os índios e unificar a tradição cultural com a celebração religiosa católica de exaltação a Santa Cruz. Uma celebração que preserva a identidade indígena, católica e sertaneja dos primeiros moradores da região.

A programação na praça da Aldeia começa dia 15, sábado, às 19h, com o levantamento do mastro, reza do terço, Dança de Santa Cruz e quermesse. No domingo, dia 16, acontece a celebração de missa às 11h; apresentação musical às 14h; procissão e Santa Missa a partir das 17h.

História da Festa

A Festa de Santa Cruz é uma tradição nascida no seio dos aldeamentos jesuíticos e conta com elementos religiosos e indígenas. Como forma de facilitar a catequese dos povos nativos da região, os jesuítas agregaram às tradicionais danças indígenas em volta da fogueira um elemento cristão – a Cruz. Assim surgiu a dança e a Festa de Santa Cruz.

A Dança de Santa Cruz ou Sarabaquê compreende três partes: Saudação, Roda e Despedida. A Saudação e Despedida são consideradas sagradas, e a Roda profana.

As primeiras têm melodia que lembram os cantos gregorianos, os versos fixos e o tema devocional. São realizadas em frente à Capela, em frente ao Cruzeiro e em seguida em frente a cada casa onde tiver uma cruz.

Os instrumentos utilizados pelos componentes são: violas, pandeiros, cuícas e reco-recos. O ritmo é lento e repetitivo e, por esse motivo, ficou conhecido como “15 com 15”.

 A Zagaia é uma variação da dança de Santa Cruz, com maior influência indígena da dança, da música e do cântico, caracterizada por uma grande roda em frente à capela.


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