Termo de compromisso assinado prevê redução do açúcar em alimentos industrializados. País é um dos primeiros do mundo a fazer acordo.

Na segunda (26), o ministro da Saúde Gilberto Occhi assinou um termo que prevê a redução de 144 mil toneladas de açúcar em produtos fabricados no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação(ABIA), a redução voluntária será feita em 23 categorias de produtos em cinco grupos: bebidas adoçadas,biscoitos, bolos prontos e misturas para bolo, achocolatados em pó e produtos lácteos.

Ao estabelecer a meta até 2022, o Brasils e destaca como um dos primeiros países do mundo a buscar a diminuição do açúcar nos alimentos industrializados. O acordo segue o mesmo parâmetro do feito em 2011, para a redução do sódio, que foi capaz de retirar mais de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos.

Além da Occhi e a ABIA, participaram da assinatura do termo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (ABIR), a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados a(ABIMAPI) e a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos). Ao todo, fazem parte do acordo 68 indústrias, que representam 87% do mercado de alimentos e bebidas do País.

“O acordo vai ajudar a melhorar a conscientização da população na busca de alimentos mais saudáveis. O apoio da indústria na redução do açúcar permitirá que população busque uma vida mais saudável e tenha menos problemas de doenças que possam ser evitadas. É importante que nós tenhamos avanços dessa natureza”, destacou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi. 

Fiscalização

O monitoramento da redução será feito acada dois anos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo a primeira análise no final de 2020. Na visão de  William Dib (presidente da Anvisa), o acordo representa a capacidade de autorregulamentação da indústria. “Esse acordo é um grande exemplo, assim como o de redução do sódio. É um programa fundamental para a saúde da nossa população e um exemplo a ser seguido”.

Fonte:  Governo do Brasil e Ministério da Saúde

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